quinta-feira, 22 de maio de 2014

Poesia #42

              Tributo
                                         Nem todos os anjos tem asas, mas
                             alguns passam por nossas vidas para  nos ensinar a voar
                                                                                      Dalva

Por todos lugares que ando
Em todos momentos que vivo

Sinto a presença
Do abraço constante
Do carinho vibrante
Da alegria contagiante

É uma ausência presente
De um presente sem flor
É uma força disforme
De um ser já sem cor

É um balanço de passos
Que ninam o amor
É energia pulsante
Num espaço sem dor

É uma pena que voa
Pra agradecer
Ao Senhor


Um dia na minha infância, no quintal da casa dos plátanos, encontrei uma grande pena branca. Perguntei a meu pai como viera parar ali. Com paciência, ele explicou-me que, às vezes, os anjos deixam cair algumas penas quando passam próximos a terra, para que as pessoas saibam que eles existem.
É por isto que ainda acredito em anjos.

Para meu pai, cantando, onde estiver 


   Dalva Tesainer Bonatto
Porto Alegre, 11 de agosto de 2013