Tributo
Nem
todos os anjos tem asas, mas
alguns passam por
nossas vidas para nos ensinar a voar
Dalva
Por todos lugares que ando
Em todos momentos que vivo
Sinto a presença
Do abraço constante
Do carinho vibrante
Da alegria contagiante
É uma ausência presente
De um presente sem flor
É uma força disforme
De um ser já sem cor
É um balanço de passos
Que ninam o amor
É energia pulsante
Num espaço sem dor
É uma pena que voa
Pra agradecer
Ao Senhor
Um dia na minha infância, no quintal da casa
dos plátanos, encontrei uma grande pena branca. Perguntei a meu pai como viera
parar ali. Com paciência, ele explicou-me que, às vezes, os anjos deixam cair
algumas penas quando passam próximos a terra, para que as pessoas saibam que
eles existem.
É por isto que ainda acredito em anjos.
Para meu pai, cantando, onde estiver
Dalva
Tesainer Bonatto
Porto Alegre, 11 de agosto de 2013