Auto-ajuda
Cada vez
Que subo a escada
E tropeço
E dói
Sei que devo ir devagar
Pra contar os degraus
E compreender
De que foram feitos
E quanto precisaram
Pra ser escada
Cada vez que
chove
E na rua deserta
De musgo molhado
Escorrego
Sei que devo ir devagar
Pra olhar o chão
E compreender
O caminho e as pedras
Cada vez que
escalo o muro
Tentando pegar
A mais bela flor
E deslizo no espinho
Sei que devo ouvir meu som
E compreender
Os sentimentos
E transformá-los
Cada vez
Que ultrapasso os limites
E tropeço, escorrego, deslizo
E caio
Me dou conta
Que devo parar
E cuidar de mim
Dalva Tesainer Bonatto
Porto Alegre, 26 de abril de 2010