quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Poesias #17

                 Possibilidades
                                    “Eu prefiro manter em mente a possibilidade de que
                                                              a existência tem sua própria razão de ser”
                                                                        Wislawa Szymborska- escritora e poeta polonesa


Possuímos
Parâmetros de
Poderes
Possuímos
Possibilidades
Possíveis de
Pensar que
Poderiam
Parecer
Pensamentos
Porém
Pensamentos são
Passíveis de possuir
Impossíveis de implodir
Seria então possível
Possuir o impossível
e torná-lo?


Prefiro
Padecer de
Poemas e
Passear
Pelas
Palavras
Puras

                                        Dalva Tesainer Bonatto
                                      Porto Alegre, 25 de abril de 2013


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Poesias #16

Ética e Estética

                             Para Ingrid- Pilates
                                                             
Com mãos de mago
Amenizas dores
Tensas de emoções guardadas
Escutas medos e até segredos
Ouvidos de mercador, às vezes
Outras...nem tanto
Descobres o belo
Mesmo quando,
ainda não se revela
Jogas um punhado de energia
E a esteira voa
E os pesos são plumas
Impulsionas os pensamentos
Esculpis com movimentos
E nos torna
O que já somos!

Beijos, com poesias e flores 
               

                    Dalva Tesainer Bonatto
              Porto Alegre,18 de outubro de 2013

                                  


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Poesias #15

Antítese Reinventada


              Poesia baseada em Lua Adversa
                     de  Cecília Meirelles 
 
Tenho tempos, como os meses          
Para estação definida,
Às vezes encarno reses
Outras sou fera perdida
Tempos tenho como meses
Quando sou frio, estou bicho
preso à hibernação
Guardo a essência no nicho
pra surpreender
no verão
Sou ar que brota rebento
Estou flor, aformoso o  vento
Então, quando escurece
Água sou, pura na prece
desnuda lavo o que teces
No outono sou gavinha
agarro-me às tuas vestes
Para tornar-me a rainha
Do reino que já me deste!

 

         Dalva Tesainer Bonatto

      Porto Alegre,06 de agosto de 2013



segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Poesias #14

Buganville
                Para poeta Alma Coração

Deita teus braços macios
No áspero muro de pedras
Deixa em cascata
Cair teu corpo no ar
Reflete a luz do sol
no brilho rosa de teus cristais
Derrama gotas verdes de orvalho
E me conta o segredo dos pássaros

                        Dalva Tesainer Bonatto
              Porto Alegre 21 de setembro de 2011




sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Poesias #13


                   POESIA NA PRAÇA

                    Poesias brilham
                    Sob a sombra dos ipês
                    Desnudas no tempo
                    Formigas aladas
                   Ganham o mundo
                   Só as vozes
Ecoam na praça

   Dalva Tesainer Bonatto

 Porto Alegre, novembro de 2013

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Poesias #12

           Novembro


Olhos grudados
Na fresta da janela
Cabelo grande ao redor do rosto
Preto, como os olhos
Pichaim confirmando a cor
Era cedo
Ela esperava
De repente
Homens de preto
subindo as pequenas escadas
Entrando por becos
Vielas
Espiando
Metralhadora na mão
Escondendo o corpo
Andavam rapidamente
O que estariam procurando?
Ela estranhou
a roupa preta dos homens
Não a metralhadora
Estava acostumada
com o vai e vem das pessoas
e, das armas em seus ombros
Via sempre motos
Rugindo por ali
Novas, potentes
Marcando o território
Como podiam comprá-las
Se ela esperava a muito
Uma boneca nova de cabelos lisos
Loira
Como a que ela havia visto
na casa onde a mãe trabalhou
Ta...ta...ta...ta...ta..............
Tiros
Fizeram com que saísse de onde estava
Corresse para baixo da cama
Era a recomendação da mãe
Porque estaria demorando?
Ninguém nas ruas
Só aqueles homens de preto
E, dois porcos alheios ao que acontecia
O povo estava assustado
APAVORADO
A mãe, lá em baixo
Aflita com a pequena
Havia trabalhado a noite toda
E, não podia subir
Devia esperar
Ficou inerte, sem saber o que fazer
Estava desnorteada
Não viu aquelas pessoas
Com metralhadoras nas costas
Que identificavam os moradores
Ao longe vislumbrou os homens de preto
Ouviu tiros
E, entendeu o que acontecia
Queria correr mas não podia
Queria voar mas não sabia
Chorou quando viu a bandeira tremular
no alto do morro
Era o melhor presente que levaria
naquele dia para a filha
PAZ
                      Dalva Tesainer Bonatto

                       Porto Alegre, novembro de 2012

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Poesias #11

Essência
                       “Há no silêncio do ar uma paz autorizada”
                            N Dalu de Almeida- Poeta Angolano


Os gestos
Não escolhidos
As palavras
Não ditas
Os olhares
De mensagens
com brisa, às vezes
de tempestade
outras
Pertencem ao único mundo
do EU
Não presente
mas sensível
 Linguagem própria
Envolto em bolha de ar
Flutua
Mágico e perfeito espaço
Onde só é permitida a entrada
do OUTRO
na igualdade
e no amor
Onde só há o caminho de ida
do OUTRO
Mas,
Onde ocorre o ENTRE?
Onde está a ESSÊNCIA?

MISTÉRIO

                                     Dalva Tesainer Bonatto
                            Porto Alegre, 03 de julho de 2013




segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Poesias #10

            Palavras

Palavras são flores
Se bem faladas, perfumam,
Se mal cheirosas, desgostam
Vou dizendo palavras,
Como quem distribui flores
Afofo a terra, planto
Rego na época das secas
Deixo a água purificar suas raízes,
Com paciência... espero
Observo, com olhos atentos
Escolho as cores,
tom sobre tom,
Analiso as pessoas
As bocas que falam
As mãos que doam
Me envaideço com os perfumes
E depois...
Ofereço flores!

           Dalva Tesainer Bonatto
                      Porto Alegre,  01/07/03