quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Poesias #15

Antítese Reinventada


              Poesia baseada em Lua Adversa
                     de  Cecília Meirelles 
 
Tenho tempos, como os meses          
Para estação definida,
Às vezes encarno reses
Outras sou fera perdida
Tempos tenho como meses
Quando sou frio, estou bicho
preso à hibernação
Guardo a essência no nicho
pra surpreender
no verão
Sou ar que brota rebento
Estou flor, aformoso o  vento
Então, quando escurece
Água sou, pura na prece
desnuda lavo o que teces
No outono sou gavinha
agarro-me às tuas vestes
Para tornar-me a rainha
Do reino que já me deste!

 

         Dalva Tesainer Bonatto

      Porto Alegre,06 de agosto de 2013