Olhos
de garras
“Tudo vale quando se quer
chegar ao outro
honestamente”
Arroz de Palma -Francisco Azevedo-
Já
vi este olhar
outro
dia
tinha
um pouco de cor
um
pouco de dor
Mas
as garras se deixavam ver
Mostravam
os dedos escuros
e
as unhas sujas
Os
olhos
queriam
dialogar
mas
não sabiam
Queriam
se acalmar
mas
se enviesavam pelos cantos da sala
Não
tinham mais
o
brilho do amanhecer
Não
sabiam mais
expressar
os sentimentos
Mas
lá no fundo
ainda
havia uma luz
que
pedia socorro
Só
não
sabiam dizer
Porto Alegre, 01 de
agosto de 2012
Dalva Tesainer
Bonatto