segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Poesias #9

Olhos de garras
            “Tudo vale quando se quer
                    chegar ao outro honestamente”
                          Arroz de Palma  -Francisco Azevedo- 



Já vi este olhar
outro dia
tinha um pouco de cor
um pouco de dor
Mas as garras se deixavam ver
Mostravam os dedos escuros
e as unhas sujas
Os olhos
queriam dialogar
mas não sabiam
Queriam se acalmar
mas se enviesavam pelos cantos da sala
Não tinham mais
o brilho do amanhecer
Não sabiam mais
expressar os sentimentos
Mas lá no fundo
ainda havia uma luz
que pedia socorro
não sabiam dizer

                          Porto Alegre, 01 de agosto de 2012                                     

                               Dalva Tesainer Bonatto