CONSTANZA
Para minha primeira princesinha
A
mãe ajeitou o berço
Feito
bicho
Arrumando
o ninho
Buscou
nas fibras do ventre
O
algodão mais puro
O
tecido mais nobre
Pra
receber o filhinho
No
tempo das flores lavanda
Enquanto
o pai
Arrumava
a varanda
Ela
tecia
Tecia
e absorvia
O
som abafado
O
carinho, o afago
E
sentia
Sentia
o cheiro da flor
O
gosto salgado
Da
água nutrida
Da
mão amiga
E
o tempo da flor
Tornou-se
luz
Na
tenra infância
Se
fez Constanza
Porto Alegre, 22 de dezembro de2006
Dalva Tesainer Bonatto