quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Poesias #22

  CONSTANZA
                              Para minha primeira princesinha


A mãe ajeitou o berço
Feito bicho
Arrumando o ninho

Buscou nas fibras do ventre
O algodão mais puro
O tecido mais nobre
Pra receber o filhinho

No tempo das flores lavanda
Enquanto o pai
Arrumava a varanda
Ela tecia

Tecia e absorvia
O som abafado
O carinho, o afago
E sentia

Sentia o cheiro da flor
O gosto salgado
Da água nutrida
Da mão amiga

E o tempo da flor
Tornou-se luz
Na tenra infância
Se fez Constanza

                              Porto Alegre, 22 de dezembro de2006
                                 Dalva Tesainer Bonatto