Limites
Há um lugar entre a sombra e a
luz, que nem todos
conhecem mas ninguém sai de
lá sem marcas.
Dalva
De
repente
a
escuridão
Seguro
com força
o
cordão de prata
que
liga meu corpo a terra
e,
meu espírito ao universo
Tento
me apoiar
em
coisas invisíveis
Procuro
mãos
Encontro
tentáculos
Grito
Mas
que ironia
Meu
grito é mudo
Escuto
vozes
Que
não posso ouvir
A
chama apagou
Tudo
é nada
No
ar azedo
Só
o brilho
do
cordão de prata
Mas
de repente
A
brisa leve da esperança
Uma
brasa acorda
Cheira
meu corpo
Me
cutuca
Me
dói
Percebo
luz
O
espelho, reflete minha cara
Amassada,
esmagada
Triturada
Mas,
sou eu
Me
equilibro nos passos
E
só então
visto
meu chapéu rosa
Pra
ganhar outra vez a rua
Renasço
Dalva Tesainer Bonatto
Porto Alegre, 10 de julho de
2012