IMAGEM
Sou vida.
Percorro tuas entranhas,
bebo teu sangue,
E, por osmose,
tuas emoções.
Pulso.
Sou energia.
Presença;
Me basto.
Centelha divina,
flutuo no templo escuro.
Aqui, sou rei
espero o tempo.
Pela fresta da tua janela,
percebo luz.
Por instinto,
seguro a ponte gelada,
que me dará o sol.
Quero ir,
mas...o tempo foge.
Quero ser,
mas...estou.
Preciso...
tua força infinita,
tua coragem bendita.
Preciso chorar!
Dalva Tesainer Bonatto
Poa, 19 de setembro de 2003