segunda-feira, 24 de março de 2014

Poesia #32

    Minha Terra

Percorro Porto, aporto
Onde águas recortam relevos
Redescubro o cais nos armazéns suados
Tempero o tempo nos muros lavados
Ontem, pichados de lemas dourados


Abro janelas da Usina
Liberto aves com sina
Exorto harmonia do parque armado
Gol do Inter, no Gigante encantado
Rezo danças pros veleiros ainda parados
Encontro paz no sol poente, do meu Porto amado


             Dalva Tesainer Bonatto

             Porto Alegre, março de 2004